Contador de animais mortos pela nossa gula!

Número de animais mortos para carne, leite e ovos, desde desde o momento em que abriste esta página. Isto não inclui os biliões de peixes e outros animais aquáticos mortos anualmente, pois o número é imensurável.

Baseado nas estatísticas de 2007 da FAO (Food and Agriculture Organization) Global Livestock Production and Health Atlas.

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dia da Criança

E porque hoje também é dia da criança devemos deixá-las;

arriscar,


esperar tudo de si,



lutarem pelo Amor,



 seguir o seu caminho



mas nunca, nunca, deixar que se apague a criança que lhes habita o espírito.



És um Xóninhas!

Dizia ela. Talvez com alguma mágoa, após eu me justificar da minha falta de animosidade diária, na minha descrença no amor, na amizade e em tudo de bom que o ser humano pode fazer, por todos!
Tentou convencer-me que as coisas são assim mesmo, e que nada podemos fazer, que penso demasiado, e que sou um sensível a tempo inteiro. Na minha ideia ficou que me queria ajudar a sair do buraco relativizando as coisas, uma querida, mostrando que se assim o fizer tudo mudará. Talvez em vão, Desculpa.


Tenho tempo;
O amor não escolhe idades,


sexta-feira, 15 de maio de 2015

100 (des)encontros #1

No-ai phone,

"Pakau, às dez e meia estou lá!" Disse eu com a firmeza do antigamente, do tempo em que o telefone só nos deixava dar dois passos antes de cair no chão e ficar pendurado pelo fio do auscultador. 
Os tempos agora são outros, e a atenção pelos encontros ou pelas horas marcadas já é coisa do antigamente; são mais os que desmarcamos que os em que realmente comparecemos. 
Decidi, até porque o revivalismo está na moda, não só não cancelar encontros, como também não usar o telemóvel para os confirmar, perguntar, Onde estás?! ou outra qualquer situação que não seria  possível no início dos, meus, anos 90! (um dia destes tento não usar despertador. Será fácil. Estou desempregado muahahah) vou tentar fazer uma contagem disto até aos cem! Underline tentar! A minha amiga fez 34 anos, e aos 18 já está cansada de meter as 34 fotografias prometidas de sua pessoa por cada ano de vida! Não quero esse peso para mim!

Fonix, são 21:56! 






terça-feira, 12 de maio de 2015

Ignorance is a bliss.

Hoje vivo de bicicleta, 
Sou lento mas versátil, Sou forte mas desprotegido. Uma queda, e cai tudo por terra. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

music




Foguete

Ouvindo a barulheira que a saudade tinha


England


Charan! :)
Feliz aniversário;

Obrigada!!!
(por esta não esperava! - logo eu que adoro surpresas!)

E a vida é mesmo isso, uma caixinha de surpresas.
Um dia julgamos que nos conhecemos, que em certa ou determinada situação o nosso comportamento corresponderá ao projectado, que seremos sempre aquilo que achamos ser, numa relação perfeita de causa-efeito, Errado!, somos bem mais que aquilo que conseguimos visualizar de nós, e às vezes é tão bom!

Conversámos, muito. Passeámos, o suficiente. Bastou um encontro, um encontro a sério, para perceber que algo estava a acontecer e ainda não tínhamos notado, Ela envergonhada, ele com receio de terceiros, mas passeavam sem medo de quem os visse, de quem os denunciasse à entidade reguladora do amor gerida pelos anti-amor, apoiados nas convenções sociais. Era fim de tarde e não havia ninguém na rua, pelo menos para eles, apenas uma criança que corria ora atrás, ora à frente dos patos, os despertou e os trouxe à realidade, por pouco tempo. Rapidamente voltaram à absorção mutua, entravam um no outro sem pedir, sem pensar, sem se aperceberem do que estava a acontecer, Eram proibidos, já vos disse?



domingo, 15 de março de 2015

Times out.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Anything to declare?

Yes i have!



I´m afraid of my thoughts. I´m afraid of seeing things clearly.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Move forward

Algo está a nascer.. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tricky one

"Não há mentira pior que a verdade mal compreendida por aqueles que a ouvem"

Henry James.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

amor romântico e amor genuino



Não há muito mais a dizer.
Esqueçam o presente caro, a surpresa espectacular para todos verem, e que acba apor ser uma ostentação. Esqueçam a viagem às maldivas, que também é óptima, claro, mas concentrem-se primeiro nas pequenas viagens diárias. Esqueçam o jantar no restaurante caro, e façam-no em casa de pijama, despenteados, juntos, rindo, ouvindo, música, dançando..

terça-feira, 11 de novembro de 2014

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fernando Pessoa

    O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
    Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
    Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
    O Tejo tem grandes navios
    E navega nele ainda,
    Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
    A memória das naus.
    O Tejo desce de Espanha
    E o Tejo entra no mar em Portugal.
    Toda a gente sabe isso.
    Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
    E para onde ele vai
    E donde ele vem.
    E por isso porque pertence a menos gente,
    É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
    Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
    Para além do Tejo há a América
    E a fortuna daqueles que a encontram.
    Ninguém nunca pensou no que há para além
    Do rio da minha aldeia.
    O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
    Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
       Alberto Caeiro

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Graça Taguti

Sai, corre logo. Afasta-te das ventanias cruéis que ameaçam revirar-te a vida e os sonhos pelo avesso. Aqueles pedaços de histórias rotas e cerzidas, atiradas no cesto de roupas de sorrir — e que já usaste tantas vezes em festas enxovalhadas. Foge das tempestades. Das estradas sem rumo. Das folhas ressequidas, espalhadas em terrenos áridos e desconexos.
Rejeita os lábios que não beijam mais e dos quais escorre apenas amargura, fel e impropérios. Sim. Tranca a porta, os ouvidos, a sensatez e vira as costas sem remorsos para tudo o que te causa mal e tristezas. Teus dias pinta-os com aquarelas leves e doces, mescladas a tons pastel.
As horas não devem ser transformadas inexoravelmente em cinzas, quem te disse? Embora saibamos que se trata de horas mortas, inertes em relógios de parede enferrujados pelo cansaço. Relógios, cujos ponteiros foram derretidos pelos vastos incêndios que se apossaram silentes da tua alma atônita.
Sai! Despede-te rapidamente das águas turvas, habitadas apenas por sinuosas enguias. Não enxergas peixes dourados, nem vermelhos? O lodo não te serve, então. Tampouco a escuridão de um dia sem sóis nem estrelas. As árvores morreram alguns tocos ainda repousam no jardim abandonado. Raízes secas gemem por água. Mas o jardineiro se foi, levando junto com as despedidas os antigos cuidados dispensados ao verde que aí vicejava.
Há esconderijos disponíveis para cultivar a paz. Um sentimento que parece ter escorrido pelas vielas de tempos imorredouros. Olha e te surpreende. Pois há linhas de seda para tricotar novas promessas de amores leves, já nascidos com asas. Amores azuis que flertam com a presença suprema da liberdade.
Gosto muito desta cronista. 
Se porventura entrares num bar escuro e sujo e perceberes que os frequentadores flertam somente com o álcool mantendo o rosto duro, impassível e macilento. Os olhos de pedra fosca cravados no fundo do copo, no qual mágoas flutuam sobre escassas pedras de gelo, não te aproximes. Abandona o recinto. Pois aí não há amor. Somente amarguras e nostalgias graves e empoeiradas
Foge também de quem tiver o aperto de mão indiferente e áspero, os sorrisos ausentes no rosto exausto de mentiras, o nariz empinado de arrogâncias vãs.
Despreza indivíduos sem ouvidos, concentrados em lamber unicamente a própria fala. Àqueles aficionados em solilóquios, em discursos sem eco, voltados regiamente para o próprio espelho das vaidades, adornado pelo gigantismo do ego.
Alheia-te também de quem perdeu os braços de abraçar. Esqueceu-se de abrir as janelas para as visitas das alvoradas e lacrou os sentidos para os cantos felizes dos pássaros matutinos.
Os que não regam plantas. Pais que esquecem crianças trancadas no carro, enquanto se deleitam em levianas compras nos shoppings. Não entres jamais em casas onde não se escuta música, aonde o fogão chore de desusos, sem o cheiro vivo do feijão fumegando delícias.
Não te acomodes nunca em mesas sem toalhas, copos, nem talheres, antes destinados a servir convidados sempre ausentes. Ninguém aparecerá para o almoço inexistente. Pois faltam amor e acolhimentos.
Não te esqueças de cerrar em seguida as cortinas do coração para os que desprezam a luz, as cirandas e as crianças. Os que chutam por tédio pequeninos animais órfãos, perdidos a esmo nas ruas. Refuta com veemência as trepadas mornas e maquínicas exigidas pelo marido ou namorado, cujas ardorosas amantes tu intuis, certamente.
O bom sexo demanda uivos gloriosos, saudáveis e selvagens desatinos. Assim, aguarda paciente pela entrega plena e desarmada. Ela virá sem avisos prévios e te surpreenderá com danças e valsas. Recusa de imediato o namoro insípido, porque não há sal que dê jeito em afetos falidos.
Outro alerta: desanda a correr da inveja, do escárnio, do ódio fantasiado de gentilezas em oferta. Todas elas por R$9,99. Este pacote de desmazelos se acumula no enfado e no desamor de lojas vazias. A maldade ronda a vizinhança, se intromete em eclipses, passeia com os pés descalços em imensos desertos brancos.
Mas lá tu não irás, temos certeza, pois falta amor — teu coração já anunciou. Além disso, felizmente também contas com os afáveis sussurros da natureza, que entremeiam tuas histórias e caminhos, sempre rodeados de ideais e de esperanças.

Por graça taguti

terça-feira, 4 de novembro de 2014